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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

analise CoD

À qualidade do segmento Modern Warfare, a Activision manteve a linha Call of Duty em sintonia com o final da segunda grande guerra e posteriormente a guerra fria, cujo desenvolvimento teve lugar em Black Ops. Mais próximo do ritmo e estilo de combate elencado em Modern Warfare, estas duas séries têm vindo a revezar-se anualmente, naquela que é a intenção da Activision em não deixar nenhum espaço em branco. Alternando entre produção da Treyarch e da Infinity Ward, os patamares de produção de ambas as séries estão mais próximos agora que Black Ops II chega ao mercado. Retomando os acontecimentos do jogo anterior, a projeção no futuro da guerra, em aproximadamente quinze anos, ao transportar o jogador para 2025, deixa mais perto Call of Duty de Modern Warfare, não estivessem já estes jogos no mesmo plano quando arrancaram.
Todavia, o efeito de comparação é maior e mais evidente nestas últimas edições, sendo o arco narrativo o elemento mais dado a diferenças. Porque em termos de armas, combate, jogabilidade e muito espetáculo visual, a comparação vai aumentando, o que deixa o jogador confuso, mas também mais preparado para saber que o que está a encontrar num jogo de guerra cada vez mais fortemente ancorado sob o selo da Activision. E se essa decisão de proporcionar a estúdios distintos, duas linhas de jogos diferentes deu bons resultados em termos de qualidade do produto, em 2007 e nos anos seguintes, as últimas produções revelam que a editora começa a ir muito depressa ao encontro de um ponto mais complicado de gerir, precisamente quando se reciclam os mesmos conteúdos e as novidades começam a ser meros detalhes de forma sob o mesmo conteúdo.
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Que linha separa Modern Warfare de Black Ops, se ambas premeiam constantes viagens pelo globo, levando o jogador apressadamente por conflitos espalhados pelo mundo, partindo de argumentos contados ao ritmo de disparos? A investida da Activision em Black Ops II passa sobretudo pela disposição de três grandes blocos; a campanha, o multiplayer e zombies. Noutros tempos, a campanha seria o bloco principal da experiência, para muitos a porta de entrada e o convite decisivo para a aquisição do produto. O que acontece é que a componente individual tem vindo a replicar cada vez mais cenários de combate que embora oferecendo diferentes contextos, e localizações tendem a falhar em termos de renovação, servindo missões sempre muito iguais. Isso é bem evidente agora que Black Ops II oferece o mesmo contexto narrativo separado por mais de quarenta anos. Na verdade, o futuro proposto pela Treyarch não é tão diferente como julgámos que seria. A utilização dos drones, como parte mais destacada, acaba por substituir as patrulhas inimigas nalguns momentos, mas o efeito em combate é o mesmo.
"Na verdade, o futuro proposto pela Treyarch não é tão diferente como julgámos que seria."
São sempre porções épicas de combate que se sucedem, tão espetaculares como as recentes incursões de Modern Warfare, embora em Black Ops II a intenção seja diferenciar os moldes de uma guerra nos idos de oitenta, atendendo à evolução da guerra fria em consonância com a geopolítica mundial, com um conflito bélico que acontece em 2025, com uma explosão de rivalidades entre os Estados Unidos e China causada por uma figura interessada apenas em ver duas nações em guerra, arrastadas por motivos de passado e vingança de uma personagem que foi capaz de reverter a expansão militar numa “cyberwarfare”.
Por isso é que Black Ops 2 nos traz a continuação da história de Raul Menendez, um narco-terrorista da Nicarágua e Alex Mason, através do filho David. Ambos foram personagens centrais em Black Ops e agora, na sequela, Raul Menendez pretende vingar-se em David Mason do sofrimento que os colegas de Mason lhe causaram no passado. É certo que desta forma a Treyarch pretende entrar por campos mais arriscados em vez de apresentar uma sequência de Black Ops centrada no mesmo espaço temporal. Com um pé no passado e outro pé mais dois braços no futuro, a posição não é muito confortável por causa dos constantes “flashbacks” e dificuldade em nos contar através de uma personagem chave, o sargento Woods.
O resultado deste trânsito constante entre passado e futuro é interessante sob a perspetiva dos engenhos e peças militares. Os drones fazem a vida negra dos soldados que avançam por via terrestre, ocupando um espaço aéreo sob a forma de metralhadoras voadoras ou sentinelas que ao mínimo barulho apontam para a sua fonte, desfazendo em pedaços quem se encontrar em movimento ou escondido. A qualidade das armas também é importante. Vamos encontrar armas de assalto que emitem ondas modulares e identificam os inimigos escondidos atrás das paredes. Nalguns casos, a força das balas permite trespassar a parede e atingir letalmente os adversários


CoD: BLACK OPS 2 ANÁLISE

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